praticando autoestima no dia a dia

Autoestima não é um morango

Você já deve ter visto alguém tentar ensinar a ter autoestima prometendo que basta repetir umas frases bonitas no espelho, enquanto estufa o peito, ou vibrar positivo e acreditar em você que a vida simplesmente se resolve.

Daí quando não funciona, alguém te diz que você não vibrou alto o suficiente, que faltou fé, que o universo não te ouviu porque você ainda carrega bloqueio, e vem mais e mais culpas e a sensação de que nunca vai conseguir.

Fecha o olho, sente a energia, manifesta!

A boa notícia é que não, sua autoestima não está baixa porque você está vibrando baixo, e digo isso como uma terapeuta energética, tá? Sua energia baixa pode até estar afetando a forma como você se enxerga, mas não adianta querer elevar ela sem fazer outras coisas antes, só energia não resolve, o processo é outro.

E é aí que vem a notícia difícil: a autoestima é uma construção, e construir dá trabalho. Mas vamos por partes, primeiro precisamos entender o que é e o que não é.

O que autoestima não é

  • Não é postura de espelho;
  • Não é frase de caneca;
  • Não é vibrar alto até acreditar que o problema desapareceu porque você decidiu pensar positivo sobre ele;
  • Não é estar bem o tempo todo (isso nem existe, porque insegurança faz parte de ser humano).

O que confunde é que essas duas coisas parecem parecidas de longe. Alguém falando bonito sobre si mesma nas redes pode estar de fato bem, ou pode estar só repetindo o discurso que aprendeu que precisa repetir. A diferença não está na fala, mas no que vem depois dela.

O que autoestima é, na prática

Pensa em alguém que você ama, essa pessoa tem defeitos, certo? E você gosta dela mesmo com eles, mesmo com as coisas que você não curte consegue reconhecer o todo de quem ela é e entender que a ama no conjunto da ópera.

Pois bem, autoestima é isso aplicado a você, gostar de si mesma, mesmo reconhecendo cada um dos seus “defeitos” você ama o todo, até porque cada sombra nossa sustenta uma luz (mas isso é papo para outro texto).

Construindo sua autoestima

Bom, agora que você entendeu o que dá para esperar de uma autoestima saudável, vamos falar sobre a construção disso. Assim como você precisa exercitar seu corpo se quiser ter resistência, precisa exercitar seu emocional se quer ter autoestima, eu sei, também queria uma pílula mágica que resolvesse todos os problemas, mas a vida não é assim não.

Você precisa entender que tudo é uma construção, e o trajeto de fazer isso não precisa ser sofrido, mas você vai precisar encarar ele.

Como exercitar sua autoestima

Você vai precisar fazer e sustentar escolhas difíceis, fazer o que precisa ser feito, não só o que você tem vontade de fazer. É a diferença entre desejar uma coisa e agir pra ela acontecer, mesmo quando a vontade não colabora.

Pode ser manter um limite, mesmo com medo de desagradar. Sair da cama num dia que você preferia continuar deitada. Sustentar uma decisão que incomoda alguém, mesmo sabendo que ia ser mais fácil ceder e evitar o desconforto.

Notou que nenhuma dessas coisas nasce de energia positiva? A energia positiva vai te ajudar a ver mais sentido em cada atitude dessa jornada, vai te dar fôlego para aguentar e trazer um pouco de apoio para esse desconforto, mas a mudança da forma que você se enxerga nasce do decidir, de novo, todo santo dia, que você vale o esforço e o trabalho.

Aliás, fica atenta porque a tal da positividade tóxica que a gente já falou por aqui vive empurrando pra baixo do tapete tudo que dói pra manter a fachada de luz. Autoestima é o oposto: é sentir o que precisa ser sentido e agir mesmo assim.

Autoestima é treino e não um estado

A vida é cíclica! Pensa nas estações do ano, fases da lua, os fluxos de um rio, até no nosso ciclo menstrual temos quatro fases diferentes no mês. A vida vai acontecendo e você muda a cada dia, seguindo essa lógica da vida ninguém chega num nível de autoestima e fica pronta pra sempre.

Não existe curso, livro ou aula que te entregue isso de forma definitiva, sem que você precise continuar se observando e exercitando sua estima por si, é uma prática constante, mas isso não significa que o processo seja desagradável, você flui.

E assim como temos ciclos, tem dia que você vai fazer o que precisa com facilidade e tem dia que vai custar caro, mas os dois dias contam.

Pra fechar

Você não vai ser segura 100% do tempo, isso é utópico! E enquanto você espera esse estado perfeito de segurança pra só então agir, você fica presa esperando alguma coisa que nunca chega. A ordem certa é o contrário: você age primeiro, insegura mesmo, e é o agir repetido que constrói a segurança, não o outro caminho.

Então fica a pergunta: qual é a próxima coisa que você já sabe que precisa fazer, mesmo sem vontade nenhuma, pra se priorizar de verdade? Não precisa ser grande, só precisa precisa ser real.

Se esse tema te tocou te convido a assistir a aula Você Mais Segura, lá aprofundo muito mais esse tema e te mostro como exercitar sua autoetima de verdade.

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Acabou, por enquanto!

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